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06 de outubro de 2026

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PL de Mato Grosso deve mudar de presidente após eleições, aponta Balbinotti

POLÍTICA Eleições 06/10/2026 22:31 Camila Ribeiro e Gabriel Barbosa / HNT hnt.com.br

Odílio Balbinotti Filho, suplente do Senado, afirma que é natural a reorganização do diretório do PL em Mato Grosso após as eleições, o que pode levar à saída de Ananias Filho da presidência do partido. A decisão final, no entanto, será aguardada até o fim do segundo turno, quando os eleitos conversarem com a nacional do partido.

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O empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), eleito primeiro suplente ao Senado na chapa do deputado federal José Medeiros (PL), indicou uma possível mudança no comando do partido em Mato Grosso. Balbinotti disse que são "naturais" eventuais mudanças nos diretórios partidários após o pleito, o que abre a perspectiva para a saída de Ananias Filho da presidência estadual do PL.

Apesar de admitir a possibilidade de renovação na liderança, o suplente ponderou que não é o momento para tomar decisões definitivas sobre a estrutura do PL no estado. Para ele, é necessário aguardar a conclusão do segundo turno, considerando que os filiados estão concentrando seus esforços para eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República.

  • Balbinotti foi eleito como primeiro suplente do Senado na coligação com José Medeiros.
  • Ele afirma que mudanças na diretoria são comuns após eleições.
  • Decisões sobre a presidência do PL-MT ficam para após o segundo turno.
  • Ananias Filho apoiou Wellington Fagundes, que perdeu para Otaviano Pivetta.
  • Filiados antigos veem a troca de presidente como forma de unir o partido.

Espera-se o fim da eleição para definir mudanças

"É prematuro, porque precisamos terminar a eleição. Não terminou ainda, nós temos o segundo turno", falou Balbinotti nesta segunda-feira (5). A declaração reforça que a agenda política local está subordinada ao calendário nacional, especialmente às disputas presidenciais.

Balbinotti sinalizou que os candidatos eleitos nas eleições proporcionais e majoritárias costumam conversar com a direção nacional do partido em busca de espaço nas executivas. Essa "acomodação", como ele classificou, é um movimento que será respeitado. Após os diálogos dos deputados federais e estaduais eleitos com o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, os representantes de Mato Grosso iniciarão o diálogo para a composição da nova direção do PL.

"Quem foi eleito vai conversar na nacional e vão se organizar os partidos. Os partidos têm que conversar e se organizar", completou.

Divisões internas e a derrota de Wellington

Ananias Filho financiou a candidatura ao governo do estado do senador Wellington Fagundes (PL), que foi derrotado pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos). O resultado negativo na disputa pelo Palácio Paiaguás foi fomentado pela divisão no grupo político após a coligação do PL com o MDB, uma aliança também apoiada por Ananias. Essa união implicou na chamada 'rebelião de prefeitos' e na saída de José Medeiros do palanque de Wellington.

Os filiados mais antigos do partido enxergam na saída do atual presidente uma oportunidade de oxigenação política, que poderia servir para reparar o racha ocorrido internamente durante a campanha.


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