Novo levantamento do Datafolha indica que a esmagadora maioria do eleitorado vai às urnas, enquanto apenas 1% admite ausência e 3% ainda não decidiram; abstenção recorde no 1º turno vira foco das campanhas.
Novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado nesta sexta-feira (16) mostra que 96% do eleitorado brasileiro pretende ir votar no segundo turno das eleições, contra 1% que admite não ter a intenção de comparecer às urnas no próximo dia 25 e 3% que ainda não decidiram. A alta participação esperada contrasta com o cenário do primeiro turno, onde a abstenção atingiu números recorde.
Entre os eleitores que declaram voto em Lula (PT), 98% afirmam que pretendem ir votar, enquanto apenas 2% dizem ainda não ter decidido. Os números são idênticos entre os que declaram intenção de votar em Flávio Bolsonaro (PL), com 98% pretendendo comparecer e 2% indecisos. No segmento dos que declaram voto em branco, nulo ou em nenhum candidato, a taxa de intenção de voto cai para 63%, com 23% dizendo que não irão às urnas e 13% indecisos.
- 96% do eleitorado brasileiro pretende votar no 2º turno, segundo o Datafolha.
- Apenas 1% admite não comparecer às urnas e 3% ainda não decidiram.
- Entre quem vota em Lula ou Bolsonaro, 98% pretendem ir às urnas.
- O recorde de abstenção do 1º turno (33 milhões de pessoas) é tema central das campanhas.
- A pesquisa ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios, com margem de erro de 2 pontos.
A metodologia da pesquisa contemplou 2.520 eleitores entrevistados face a face, entre terça (13) e quarta (14), em pontos de fluxo populacional de 153 municípios. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e está registrado no TSE sob o código BR-00466/2026.
Motivos para a indecisão e ausência
Para compreender melhor o perfil de quem pode faltar ou não decidir, o instituto analisou os 109 entrevistados que declaram não ter intenção de ir votar ou que ainda não definiram seus votos. Neste grupo específico, 47% citam a indecisão sobre os candidatos como a principal razão para a resposta. Outra parcela de 27% menciona dúvida entre as opções ou falta de clareza sobre em quem votar.
Outros motivos relevantes surgiram nas respostas espontâneas: 20% afirmam não gostar de nenhum dos candidatos, enquanto 15% alegam impedimentos práticos. A ausência da cidade no dia da votação é apontada por 7% dos entrevistados, e o trabalho no dia do pleito por 4%. Somam-se a isso a distância do local de votação (2%), não saber o local de votação (1%) e problemas de saúde (1%).
Recorde de abstenção no 1º turno
Outros fatores somados, como não gostar de eleição ou falta de vontade de votar, representam 11% desse grupo. Além disso, 4% afirmam não ter obrigatoriedade de votar pela idade, 3% informam que, se votassem, fariam branco, 2% já não votaram no primeiro turno e 1% acreditam que o resultado já está definido ou que seu voto não mudará o placar. Outras respostas variadas somam 11% e 12% afirmam não saber o motivo.
É importante destacar que a pergunta foi espontânea e de múltipla escolha, ou seja, os entrevistados não receberam uma lista de opções e puderam mencionar mais de um motivo. A margem de erro para este grupo específico de indecisos e absenteístas é de 10 pontos percentuais. O alto índice de intenção de voto no segundo turno ocorre em um contexto de alerta: no primeiro turno, a abstenção bateu recorde histórico, com mais de 33 milhões de pessoas deixando de votar, o que equivale a 21,08% do eleitorado.
Essa estatística, que foi maior entre as populações mais pobres, pode ter impactado o desempenho de Lula (PT) na primeira fase da disputa. Diante desse cenário, a tentativa de reduzir o número de ausências e reverter a tendência de abstenção tornou-se uma das principais apostas da campanha do atual presidente para o segundo turno.





