Levantamentos do PoderData e do Atlas/Bloomberg revelam uma divisão clara no voto por gênero: entre os homens, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com ampla vantagem, enquanto entre as mulheres, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente. Os estudos mostram que, apesar da divisão nos grupos específicos, a disputa geral para o segundo turno permanece equilibrada.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente entre os homens, enquanto Lula (PT) lidera entre as mulheres, segundo recortes das pesquisas PoderData e Atlas/Bloomberg divulgadas nesta segunda-feira (19). Os dois levantamentos apontam uma divisão acentuada do eleitorado por gênero na reta final do segundo turno.
No PoderData, Flávio tem 57% das intenções de voto entre os homens, contra 40% de Lula. Outros 3% afirmam que votarão em branco ou nulo, e 1% não soube responder.
- Flávio Bolsonaro lidera entre os homens com 57% (PoderData).
- Lula lidera entre as mulheres com 51% (PoderData).
- No Atlas/Bloomberg, Flávio atinge 61,7% entre os homens.
- Lula alcança 58,9% entre as mulheres no Atlas/Bloomberg.
- A margem de erro geral é de 1,8% (PoderData) e 1% (Atlas).
Dados por gênero nas pesquisas
Entre as mulheres, o cenário se inverte no mesmo levantamento. Lula registra 51%, enquanto Flávio aparece com 42%. Brancos e nulos somam 5%, e 2% não souberam responder.
O Atlas/Bloomberg mostra uma diferença ainda maior entre os homens. Flávio chega a 61,7% nesse grupo, contra 35% de Lula. Entre as mulheres, o presidente tem 58,9%, enquanto o candidato do PL marca 39,2%.
Os dois institutos, portanto, apontam o mesmo sentido nos recortes por gênero: vantagem de Flávio no eleitorado masculino e de Lula no feminino. Os percentuais, no entanto, vêm de pesquisas diferentes e não devem ser somados ou tratados como um único levantamento.
No resultado geral, os dois estudos mostram uma disputa mais equilibrada do que a observada em alguns desses segmentos. O recorte por sexo ajuda a identificar onde cada candidato concentra mais apoio, mas não substitui os números do conjunto da amostra.
As margens de erro divulgadas pelos institutos se referem ao total das respectivas amostras. Os recortes por gênero têm bases menores e, por isso, devem ser lidos como segmentações internas de cada levantamento.
Métodos e registros oficiais
O PoderData ouviu 3.000 eleitores por telefone, entre 16 e 18 de outubro, em 695 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro estimada para o total da amostra é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-02586/2026.
O Atlas/Bloomberg ouviu 4.998 pessoas entre 13 e 18 de outubro por recrutamento digital aleatório, pelo método Atlas RDR. A margem de erro informada para o total da amostra é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-02418/2026.





