Antônio Lemes renunciou ao cargo de vereador de Cuiabá após suposta pressão política, deixando a Casa com 26 parlamentares e uma cadeira vagante até novembro.
O suplente de vereador Antônio Lemes de Paula (PSD) oficializou a renúncia ao mandato na Câmara Municipal de Cuiabá. O pedido foi publicado na Gazeta Municipal desta sexta-feira (16), com saída prevista a partir desta segunda-feira (19).
A decisão ocorre em meio a uma polêmica envolvendo o vereador titular da cadeira, Jefferson Siqueira, a quem Lemes acusou de pressioná-lo politicamente para deixar o cargo antes do prazo previsto. Com a renúncia, a cadeira ficará vaga até 13 de novembro, quando termina a licença de Jefferson. Misael Galvão (PSD), próximo na lista de suplência, não pretende assumir porque está envolvido na reconstrução do Shopping Popular, e Dito Labamba também foi descartado.
- Antônio Lemes renunciou ao mandato de vereador em Cuiabá por interesse particular.
- A cadeira ficará vaga até 13 de novembro, data do fim da licença do titular Jefferson Siqueira.
- O suplente Misael Galvão recusou o cargo para focar em projetos do Shopping Popular.
- Houve alegação de pressão política relacionada à eleição da presidência da Câmara.
- A presidente Paula Calil garantiu que o quórum da Casa não será afetado.
Assento vago na Câmara de Cuiabá
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), afirmou que o curto período de vacância não deve prejudicar o quórum da Casa. No documento encaminhado à presidente da Câmara, Antônio justificou a decisão por interesses particulares e declarou que a renúncia foi tomada de forma livre, consciente e espontânea.
Ele também pediu que o pedido fosse registrado oficialmente pela Casa, com as providências legais necessárias. A saída, no entanto, não acontece sem desgaste nos bastidores do Legislativo cuiabano.
Acusações de pressão política
Na semana passada, Lemes já havia anunciado que deixaria o mandato e, horas depois de apresentar a carta, apontou uma suposta pressão política envolvendo a disputa pela presidência da Câmara. Segundo o suplente, o impasse começou durante as articulações para a eleição da nova Mesa Diretora.
Ele afirmou que Jefferson queria que ele votasse em Ilde Taques (Podemos), candidato à presidência da Casa. Lemes, porém disse que decidiu apoiar o grupo de Paula Calil após negociar encaminhamentos para demandas de comunidades de Cuiabá. A escolha teria provocado cobranças para que antecipasse a saída do Legislativo.
Ao comentar o episódio, Antônio afirmou que se sentiu pressionado pelo vereador titular, mas fez questão de diferenciar a situação de uma ameaça. Não chegou a ser ameaça. São pressões de diálogo, pressão política, declarou.





