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22 de outubro de 2026

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Flávio Bolsonaro escolhe Deltan para analisar os sigilos de Lula

POLÍTICA Eleicoes 22/10/2026 14:06 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

A campanha do senador Flávio Bolsonaro escolheu o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para analisar os documentos bancários e fiscais do presidente Lula. A decisão ocorre após Lula aceitar as 19 condições para abrir sigilos reciprocamente.

Diario Flip

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, escolheu Deltan Dallagnol (Novo-PR), ex-procurador da Operação Lava Jato e senador eleito pelo Paraná, para analisar os documentos relacionados à abertura dos sigilos bancários e fiscais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (22), três dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Deltan ficará responsável por examinar extratos, relatórios e informações financeiras do presidente e de pessoas próximas a ele, conforme a documentação disponibilizada.

  • Flávio Bolsonaro escolheu Deltan Dallagnol para analisar os sigilos de Lula.
  • A decisão foi anunciada a três dias do segundo turno.
  • Deltan vai examinar documentos bancários e fiscais do presidente e de pessoas próximas.
  • A campanha de Flávio exige 19 condições para abrir os próprios dados.
  • Lula aceitou as condições e a documentação está sendo analisada.

Segundo a campanha de Flávio, a escolha se deve à experiência do ex-procurador nas investigações da Lava Jato, especialmente em casos que envolveram integrantes do PT e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

"Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram", afirmou a campanha de Flávio, em nota divulgada nesta quinta-feira.

O que Deltan Dallagnol vai investigar nos documentos de Lula

A equipe de Flávio Bolsonaro informou que Deltan deverá examinar registros financeiros e fiscais apresentados pela campanha petista, incluindo informações relacionadas à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, ao filho do presidente e a ex-assessores.

Entre as pessoas mencionadas está Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência.

A campanha afirmou que o ex-procurador analisará "cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear inconsistências".

Em outra declaração, a equipe do senador sustentou que a documentação precisa ser examinada antes de ser considerada suficiente para demonstrar transparência.

"A campanha de Flávio Bolsonaro defende que a sociedade brasileira tenha acesso à verdade e que nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos", afirmou em nota.

Até o anúncio da escolha de Deltan, não haviam sido apresentadas conclusões de uma auditoria sobre os documentos.

Flávio Bolsonaro já entregou os próprios dados

A escolha de Deltan acontece em meio à disputa entre os dois candidatos pela abertura de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos.

O desafio foi lançado por Lula durante o debate promovido pela Band no domingo (18). Na terça-feira (20), a campanha petista apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização condicionada à reciprocidade de Flávio.

No dia seguinte, o senador apresentou uma petição com 19 exigências, incluindo informações sobre familiares, assessores e empresas ligadas ao presidente, além de registros de despesas públicas.

A campanha de Lula afirmou aceitar as condições.

Nesta quinta-feira, a advogada Maria Claudia Bucchianeri, responsável pela equipe jurídica de Flávio, declarou que os dados do senador só serão apresentados depois da análise dos documentos fornecidos pelos adversários.

"Se ele verdadeiramente trouxe os documentos que a gente pediu, como ele disse que faria, nós reafirmamos aqui o que é público, que vamos trazer. E será bastante rápido. Nós temos tudo já", afirmou Bucchianeri a jornalistas no TSE.

A advogada não estabeleceu uma data específica para a entrega das informações de Flávio.

Qual foi o papel de Deltan Dallagnol na Lava Jato

Deltan Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

Em 2016, participou da apresentação da denúncia contra Lula no caso do apartamento triplex no Guarujá, em São Paulo. A exposição ficou conhecida pelo uso de uma apresentação em PowerPoint para explicar a acusação.

Lula chegou a ser condenado e preso no âmbito da operação. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou suas condenações ao reconhecer que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos.

O Supremo também reconheceu a suspeição do então juiz Sergio Moro no caso do triplex.

Deltan deixou o Ministério Público Federal em 2021 e ingressou na política. Eleito deputado federal em 2022, teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023.

Em 2026, foi eleito senador pelo Paraná, mas o registro de sua candidatura ainda enfrenta questionamentos na Justiça Eleitoral.

O que acontece agora com a abertura dos sigilos

Representantes das campanhas de Lula e Flávio compareceram ao TSE nesta quinta-feira para tratar da documentação relacionada ao desafio.

A equipe do presidente se comprometeu a ampliar o alcance das autorizações conforme as condições apresentadas pelo adversário.

Já a campanha de Flávio informou que pretende verificar primeiro se os documentos de Lula atendem às exigências antes de apresentar seus próprios dados.


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