O ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo em inglês acusando a reeleição de Lula de fraude, sem apresentar provas. Ele pede que a comunidade internacional pressione o Brasil para anular o pleito de 2026. Flávio Bolsonaro também não reconhece a derrota e pretende recorrer à Justiça para tentar anular o resultado, apontando a prorrogação do horário de votação como motivo.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em inglês no qual acusa, sem apresentar provas, o processo eleitoral que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter sido fraudado. Na gravação, ele pede que a comunidade internacional não reconheça o resultado e defende o cancelamento da eleição presidencial de 2026.
No vídeo, Eduardo repete questionamentos feitos por seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), após a derrota nas urnas. Entre os pontos citados estão a virada de Lula no segundo turno e a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação por duas horas.
- Eduardo grava vídeo em inglês acusando fraude sem provas
- Ele pede pressão internacional para não reconhecer o resultado
- Flávio Bolsonaro também não aceita a derrota e busca anulação
- TSE afirma que nunca houve fraude comprovada no sistema desde 1996
- Prorrogação do voto por 2 horas foi decisão do STF a pedido de ambos os lados
Eduardo também menciona pesquisas eleitorais e a soma dos votos dos candidatos derrotados no primeiro turno para questionar o crescimento do petista. Ele afirma que seria 'estatisticamente impossível' o aumento registrado, mas não apresenta evidências que comprovem fraude. 'Não reconheçam estas eleições, porque ainda mais fatos estão surgindo agora', declarou. Em seguida, pediu pressão internacional e que o vídeo fosse compartilhado.
O pedido de anulação da candidatura do filho de Bolsonaro
Flávio, por sua vez, afirmou que não reconhece a derrota e anunciou que pretende recorrer à Justiça para tentar anular o pleito. Lula teve 51,74% dos votos contra 48,26% do senador, segundo os dados confirmados às 21h08, quando 97% das urnas haviam sido apuradas. No primeiro turno, Flávio havia alcançado 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Uma das críticas do senador foi direcionada à prorrogação do horário de votação. A campanha dele, porém, também havia solicitado ao TSE a extensão do prazo em municípios de cinco estados. Flávio ainda alegou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do tribunal, afirmação negada pelo TSE.
A resposta oficial das instituições
Após a divulgação do resultado, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, declarou ter segurança sobre o processo eleitoral. O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, destacou a atuação do Ministério Público na fiscalização da votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a vitória representava a democracia.
Dois dias antes do segundo turno, Eduardo já havia questionado a segurança das urnas eletrônicas em entrevista ao podcast americano Louder with Crowder, sem apresentar provas de fraude. O TSE afirma que nunca houve fraude comprovada no sistema, utilizado desde 1996. Cada urna imprime um boletim com os votos da seção, documento que também é disponibilizado na internet para conferência dos resultados.





