A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento para tratar um tipo agressivo de linfoma, um câncer que afeta o sistema de defesa do corpo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pelo laboratório Roche para tratar um tipo de câncer que ataca o sistema linfático, que é a defesa do corpo.
O Columvi, combinado com outros medicamentos, é indicado para pacientes adultos com um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin, que voltou ou não respondeu aos tratamentos iniciais.
- O novo remédio é para um tipo de câncer no sangue chamado linfoma não Hodgkin.
- Ele é usado quando o câncer volta ou não melhora com os tratamentos comuns.
- O medicamento ajuda o sistema de defesa do corpo a atacar as células do câncer.
- Estudos mostraram que ele reduz em 41% o risco de morte.
- O tratamento dura cerca de 8 meses e não precisa de internação.
O produto também é recomendado para pacientes que não podem fazer um transplante de células-tronco.
A Anvisa disse que o novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com câncer agressivo.
O registro do Columvi representa uma inovação importante na área de oncologia, ao oferecer no Brasil um anticorpo que redireciona o sistema imunológico contra as células tumorais.
Doença
O linfoma difuso de grandes células B é um tipo de câncer no sangue agressivo e de crescimento rápido.
Ele é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo e precisa de tratamento eficaz, especialmente quando a doença volta ou não responde aos remédios.
No Brasil, cerca de 4 mil pessoas recebem esse diagnóstico por ano.
Terapia
O tratamento com o Columvi é aplicado na veia e pode ser feito sem internação.
O tratamento dura cerca de 8,3 meses, com 12 ciclos.
A Roche destacou que um estudo publicado em 2024 mostrou redução de 41% no risco de morte em comparação com o tratamento tradicional. Além disso, 50,3% dos pacientes que usaram o novo remédio tiveram remissão completa da doença, contra 22% do grupo de comparação. Houve também uma redução de 63% no risco de a doença piorar.





