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21 de julho de 2026

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Anvisa aprova novo remédio para câncer no sangue

SAÚDE Anvisa 20/07/2026 15:10 Daniella Almeida - Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento para tratar um tipo agressivo de linfoma, um câncer que afeta o sistema de defesa do corpo.

Diario Flip

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pelo laboratório Roche para tratar um tipo de câncer que ataca o sistema linfático, que é a defesa do corpo.

O Columvi, combinado com outros medicamentos, é indicado para pacientes adultos com um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin, que voltou ou não respondeu aos tratamentos iniciais.

  • O novo remédio é para um tipo de câncer no sangue chamado linfoma não Hodgkin.
  • Ele é usado quando o câncer volta ou não melhora com os tratamentos comuns.
  • O medicamento ajuda o sistema de defesa do corpo a atacar as células do câncer.
  • Estudos mostraram que ele reduz em 41% o risco de morte.
  • O tratamento dura cerca de 8 meses e não precisa de internação.

O produto também é recomendado para pacientes que não podem fazer um transplante de células-tronco.

A Anvisa disse que o novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com câncer agressivo.

O registro do Columvi representa uma inovação importante na área de oncologia, ao oferecer no Brasil um anticorpo que redireciona o sistema imunológico contra as células tumorais.

Doença

O linfoma difuso de grandes células B é um tipo de câncer no sangue agressivo e de crescimento rápido.

Ele é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo e precisa de tratamento eficaz, especialmente quando a doença volta ou não responde aos remédios.

No Brasil, cerca de 4 mil pessoas recebem esse diagnóstico por ano.

Terapia

O tratamento com o Columvi é aplicado na veia e pode ser feito sem internação.

O tratamento dura cerca de 8,3 meses, com 12 ciclos.

A Roche destacou que um estudo publicado em 2024 mostrou redução de 41% no risco de morte em comparação com o tratamento tradicional. Além disso, 50,3% dos pacientes que usaram o novo remédio tiveram remissão completa da doença, contra 22% do grupo de comparação. Houve também uma redução de 63% no risco de a doença piorar.


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