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SAÚDE

Obesidade infantil: entenda as causas e saiba como prevenir e tratar

SAÚDE Obesidade 21/08/2026 15:34 Nathalie Ayres, da CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Programa da CNN Brasil conversa com especialistas sobre os fatores que levam à obesidade infantil e dá dicas para manter as crianças saudáveis. Saiba como identificar o problema, a importância da alimentação e dos hábitos diários.

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Uma criança gordinha é algo fofo ou um sinal de preocupação Estima-se que a obesidade infantil atinja uma em cada dez crianças no mundo. Só no Brasil, são cerca de 32% dos pequenos com esse problema.

O tema foi assunto do "CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista" de sábado (8). No episódio, Dr. Roberto Kalil conversa com a endocrinologista Claudia Cozer Kalil, do Hospital Sírio-Libanês, e a nutricionista Thaís Cardeal Ramos.

  • A obesidade infantil afeta 1 em cada 10 crianças no mundo e cerca de 32% das crianças no Brasil.
  • A endocrinologista Claudia Cozer Kalil explica que a criança deve pesar menos que os centímetros da altura, mas essa medida é individual.
  • A nutricionista Thaís Cardeal Ramos alerta para o perigo dos alimentos ultraprocessados, que são "hiperpalatáveis" por terem mais açúcar e gordura.
  • A partir dos 12 anos, a obesidade infantil tende a se agravar, pois a criança começa a ter mais preferências e seletividade alimentar.
  • Além da alimentação, atividade física e sono de qualidade são essenciais para prevenir e tratar a obesidade infantil.

Um ponto importante é Cozer ensinando como diferenciar a obesidade de um ganho de peso normal. "Eu costumo falar que a criança tem que pesar menos que os centímetros da altura", simplifica Cozer. Mas é claro que essa métrica, de modo geral, é bastante individual, já que algumas famílias possuem uma estrutura física maior, considera a especialista.

O papel da alimentação neste combate

Existem diversas tentações alimentares que podem agravar a obesidade infantil. Cozer, por exemplo, reforça como, a partir dos 12 anos, a situação se agrava. Já que nessa idade a criança começa a ter mais preferências e seletividades. "A gente vê nesse mundo digital, muitas crianças pedem suas refeições pelos aplicativos, então obviamente, você não pede arroz, feijão, carne e legumes", explica.

Os ultraprocessados também pedem atenção, reforça a nutricionista Ramos. "Tem muitos ingredientes ali que tornam esses alimentos hiperpalatáveis", considera. Explicando que esses alimentos têm um sabor mais realçado, por ter mais açúcar e gordura em sua composição, o que torna a competição com os alimentos in natura "uma guerra injusta".

No entanto, a especialista reforça que não existe alimento vilão, já que todo tipo de comida pode entrar no dia a dia de alguém, a depender do contexto alimentar daquela pessoa. Mas alguns itens realmente pedem cuidado e moderação, como sucos de caixa e pó, refrigerantes (principalmente os açucarados), alimentos ricos em açúcar, salgadinhos, entre outros. "Mas acho que, mais do que chamar os alimentos que não podem, é a questão do equilíbrio. Você se permitir comer um chocolate, mas pensando em como foi o seu contexto da semana, como é sua alimentação diariamente", considera a nutricionista.

Outros hábitos merecem observação

Atividade física é fundamental e ela não precisa ser feita como uma obrigação. "O recomendado é uma hora de atividade física por dia, mas estimular o filho a brincar no prédio, pular cama elástica, pular corda, dançar, se movimentar e sair das telas, isso é uma ajuda", explica a endocrinologista, reforçando novamente como pais devem ser um exemplo.

Já o sono também é importante para o desenvolvimento infantil, e muitas crianças acabam indo dormir tarde por passarem muito tempo nas telas e acordam cedo para a ir à escola depois. "Além da criança acordar cansada e desestimulada para atividade física, ela acorda com mais apetite, porque uma noite mal dormida aumenta o apetite durante o dia."

Por fim, as especialistas nos lembram a importância do exemplo dos pais. "As crianças, por mais que resistam, nos veem como exemplo", reforça Cozer. E isso vale não só para o que evitar (como refrigerantes), mas nos alimentos que ela também incorpora em seu dia a dia.

O programa ainda abordou tópicos como tratamentos medicamentosos, cirurgia bariátrica e muito mais.

"CNN Sinais Vitais Dr. Kalil Entrevista" será exibido neste sábado, 22 de agosto, às 19h30, na CNN Brasil.


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