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09 de setembro de 2026

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Brasília recebe projeto simbólico sobre fim do câncer do colo do útero

SAÚDE Saude 09/09/2026 21:59 Redação HiperNotícias hnt.com.br

O Congresso Nacional foi iluminado nesta quarta-feira com a projeção da campanha Setembro em Flor, que discute a prevenção e o combate aos cânceres ginecológicos, especialmente o câncer do colo do útero, e reforça a urgência de vacinas contra o HPV e exames eficazes em todo o país.

Diario Flip

Na noite de quarta-feira, 9 de setembro, o Congresso Nacional, em Brasília, virou um palco de conscientização ao receber a projeção luminosa da campanha Setembro em Flor. A ação, que mistura arte e saúde, tem como objetivo abrir um debate importante sobre dois tipos de câncer que ocorrem na região íntima das mulheres: o de Colo do Útero e o de Vulva.

Esse ano, a campanha foi lançada com o tema O Futuro é Agora, reforçando a ideia de que as medidas preventivas e de tratamento não podem mais esperar. A projeção iluminando o edifício aconteceu logo após o fim do 4º Fórum de Políticas Públicas para o Câncer Ginecológico, evento realizado no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

RÁPIDINHAS SOBRE A NOTÍCIA

  • A campanha Setembro em Flor foca no combate aos cânceres do colo do útero e da vulva.
  • O tema central, O Futuro é Agora, pede ação rápida para salvar vidas.
  • A vacina contra o HPV é uma das principais ferramentas de prevenção.
  • O teste de DNA-HPV também ajuda a detectar doenças antes de virarem câncer.
  • A meta é garantir esses cuidados em todo o Brasil, incluindo zonas mais pobres.

Fórum une governos, especialistas e parlamentares

O encontro sobre câncer ginecológico reuniu autoridades, cientistas, profissionais da saúde e representantes de ONGs, em um esforço conjunto para aprimorar a prevenção e o atendimento. A abertura ficou sob a responsabilidade de Andréa Paiva Gadelha Guimarães, presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), e da deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA), que lidera a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde das Mulheres.

Prioridade: prevenir com vacina e exames

A questão central do fórum foi a prevenção de três doenças ligadas ao vírus HPV, que pode evoluir para cânceres graves. Entre as prioridades está ampliar a vacinação contra o HPV, já aplicada em escolas, e expandir o teste de DNA-HPV, capaz de identificar o vírus mesmo sem sintomas. Os organizadores defendem que esses cuidados devem chegar a mulheres em todos os estados, reduzindo desigualdades regionais.

Diagnóstico mais rápido e tratamento humano

Além da prevenção, o fórum abordou como melhorar o cuidado das mulheres diagnosticadas. As discussões giraram em torno da aceleração do tempo até a confirmação do câncer, o fortalecimento de hospitais especializados, o acesso a exames genéticos e a inclusão da medicina personalizada no Sistema Único de Saúde (SUS). A intenção é que cada paciente receba atendimento feito para o seu caso, aumentando as chances de cura.

Carta e agenda prontas para o parlamento

Como resultado do debate, foi elaborada a Agenda Parlamentar para os Cânceres Ginecológicos 2026-2030, um plano com prioridades para o Congresso, envolvendo orçamento, gestão e novas tecnologias. O evento também gerou a Carta de Brasília pela Saúde da Mulher 2026, documento com as recomendações discutidas nas três mesas redondas. Os textos serão enviados ao Congresso Nacional, ao Ministério da Saúde e a outros grupos interessados em melhorar a saúde das mulheres.

Visão da líder do grupo de especialistas

Andréa Paiva Gadelha Guimarães destacou que as políticas para prevenir cânceres ginecológicos têm evoluído, mas o trabalho ainda não está completo. Precisamos estar vigilantes para que essas medidas sejam implementadas e cheguem à população, afirmou. Ela explicou que é preciso acompanhar a vacinação nas escolas e garantir a instalação do teste de DNA-HPV no atendimento público, de modo que as mulheres de qualquer canto do país tenham acesso aos cuidados que podem salvar vidas.


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