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18 de setembro de 2026

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Oncologista avisa: evite 2 conservantes comuns em carnes para prevenir câncer

SAÚDE Alimentação 18/09/2026 07:02 Ted A. James via Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Especialista recomenda ler rótulos e evitar nitrato e nitrito de sódio, presentes em bacon, presunto e salsichas, por serem ligados ao risco de doenças graves

Diario Flip

Você costuma verificar a lista de ingredientes dos produtos antes de colocá-los no carrinho Caso a resposta seja não, talvez seja uma boa ideia começar a prestar mais atenção aos rótulos. A leitura cuidadosa pode parecer um detalhe menor, mas, para a saúde, essa atitudes é fundamental para evitar substâncias que podem ser prejudiciais ao longo do tempo.

O oncologista Ted A. James explicou à revista "Parade" que sempre analisa a composição dos alimentos antes de comprá-los e revelou dois ingredientes que o fazem desistir de determinados produtos. A fala do especialista ganha relevância em um momento em que a alimentação processada está cada vez mais presente na dieta da população brasileira. Muitos consumidores acreditam que a embalagem frontal conta a história completa do alimento, o que não é verdade. É justamente por isso que a verificação das etiquetas traseiras ou laterais se torna um aliado contra riscos à saúde.

  • A frente da embalagem é feita para vender, não para informar tudo sobre a saúde.
  • Os conservantes nitrato e nitrito de sódio são os principais vilões citados.
  • Eles são comuns em bacon, presunto, salsicha, salame e pepperoni.
  • Essas substâncias podem reagir no corpo e formar compostos que danificam o DNA.
  • Não existe uma quantidade segura definida, mas reduzir o consumo é a recomendação.

A importância de ler além da etiqueta frontal

Segundo o especialista, é na lista de ingredientes e na tabela nutricional que o consumidor consegue descobrir o que realmente está presente no alimento. Muitas vezes, apenas a informação nutricional revela a real carga de sódio, açúcares e química no produto. James destaca que a análise completa é única forma de ter controle sobre o que está sendo ingerido diariamente, evitando surpresas negativas para a saúde a longo prazo.

James ressalta que é importante analisar o alimento como um todo, e não se deixar levar apenas pelas informações destacadas na parte da frente da embalagem. Para ele, a embalagem é estratégia de marketing, e não necessariamente um guia de saúde. Portanto, ignorar a lista traseira é correr o risco de consumir mais do que se imagina, sem saber o impacto real dessas escolhas na rotina e na prevenção de doenças graves.

"A dieta é um fator que influencia o risco de câncer juntamente com a genética, a atividade física, o peso corporal, o tabagismo e o consumo de álcool", afirmou. Essa declaração mostra que a comida é uma das alavancas que o indivíduo controla. Diferente de fatores genéticos, a alimentação pode ser ajustada a qualquer momento para diminuir a chance de desenvolver problemas de saúde importantes no futuro.

Os dois perigos: nitrato e nitrito

Segundo ele, os alimentos e bebidas consumidos podem interferir em diferentes processos do organismo, incluindo inflamação, níveis hormonais e exposição a compostos capazes de danificar as células. Esses processos biológicos ocorrem silenciosamente, mas têm consequências enormes para o sistema imunológico e para a defesa natural do corpo contra doenças. A inflamação crônica e o desequilíbrio hormonal são gatilhos conhecidos para o desenvolvimento de diversos tipos de tumores.

Por isso, ao analisar um produto, o oncologista procura principalmente dois ingredientes: nitrato de sódio e nitrito de sódio. Esses nomes podem soar complicados, mas são muito comuns no mercado. Eles aparecem em dezenas de produtos de prateleira e são frequentemente usados por indústrias para facilitar a conservação e o transporte de alimentos, o que os torna onipresentes no supermercado.

Essas substâncias são conservantes utilizados em alguns alimentos para prolongar a validade e ajudar a manter características como cor e sabor. O objetivo da indústria é fazer o produto parecer mais fresco e durar mais tempo. Embora sejam úteis para a logística do mercado, o preço que se paga pela conveniência pode ser alto para a saúde humana, especialmente com o consumo excessivo e frequente.

Elas são encontradas principalmente em carnes processadas, como bacon, presunto, salsichas, salame e pepperoni. Essa lista inclui muitos dos itens mais consumidos nas refeições rápidas do brasileiro. É essencial lembrar que quase todas as linguiças e embutidos contêm esses aditivos, o que torna a leitura do rótulo um passo indispensável para quem busca uma alimentação mais limpa e saudável.

"Quando os nitritos presentes na carne processada reagem com outras substâncias durante a preparação ou a digestão, podem formar compostos chamados nitrosaminas. Algumas nitrosaminas podem danificar células e o DNA, o que pode aumentar o risco de câncer ao longo do tempo", explicou James. Esse processo de dano genético é lento e cumulativo. A exposição repetida a essas substâncias pode, com o tempo, enfraquecer a capacidade das células de se repararem, abrindo caminho para doenças malignas.

Como reduzir o risco sem entrar em pânico

O especialista afirma que o objetivo não deve ser criar medo em relação à alimentação, mas estimular escolhas mais conscientes. Medo paralisou a ação, enquanto informação gera mudança. A ideia é que você tenha autonomia para escolher o que é melhor para seu organismo, sem precisar evitar todos os processados de forma drástica, mas priorizando opções mais naturais quando possível.

"O objetivo não é a perfeição nem o medo, mas fazer escolhas conscientes sobre os alimentos e seu potencial impacto no risco de câncer", destacou. A perfeição alimentar não existe e não deve ser buscada. O foco deve ser a frequência do consumo e a compensação com alimentos frescos, integrais e livres de aditivos químicos agressivos ao longo dos dias.

James acrescenta que os estudos ainda não estabeleceram uma quantidade específica de carne processada que possa ser considerada de baixo risco. Isso significa que qualquer consumo representa um grau de risco. Por isso, a cautela é a melhor aliada, especialmente para quem tem histórico familiar de câncer ou doenças associadas à dieta rica em processados.

Por isso, a recomendação é reduzir o consumo desses alimentos sempre que possível e priorizar opções menos processadas no dia a dia. Sustituir o presunto por carne cruda fresca ou o bacon por opções caseiras são passos simples que fazem grande diferença no perfil nutricional da família. Pequenas trocas diárias somam e trazem benefícios enormes a médio e longo prazo.

Nunca é tarde para mudar hábitos

O oncologista lembra ainda que nunca é tarde para modificar os hábitos alimentares e adotar escolhas consideradas mais saudáveis. Começar hoje é sempre melhor do que nunca começar. O corpo humano tem uma capacidade impressionante de regeneração e de responder a mudanças positivas, mesmo em fases mais avançadas da vida.

"Nunca é tarde para fazer mudanças mais saudáveis, então o foco deve estar nas escolhas daqui para frente, incluindo optar por alimentos mais saudáveis com mais frequência para reduzir o risco de câncer no futuro", concluiu. O futuro começa com a decisão de hoje no supermercado. Ler o rótulo se torna um ato de autocuidado e de prevenção que protege você e sua família dos riscos silenciosos dos alimentos industrializados.


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