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02 de outubro de 2026

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SAÚDE

68% dos brasileiros querem canetas emagrecedoras grátis no SUS, aponta Datafolha

SAÚDE SUS 02/10/2026 08:51 Luana Lisboa, Folhapress noticiasaominuto.com.br

Pesquisa Datafolha mostra que 68% dos brasileiros apoiam a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS. Levantamento ouviu 2.506 eleitores em 152 cidades entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Diario Flip

Uma pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º), mostra que 68% dos brasileiros são a favor de o SUS (Sistema Único de Saúde) oferecer as chamadas canetas emagrecedoras para o combate à obesidade. Outros 26% são contra, 3% se dizem indiferentes e 3% não opinaram.

A pesquisa foi realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro, com 2.506 entrevistados em 152 municípios. Participaram eleitores com 16 anos ou mais de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-08039/2026.

  • 68% dos brasileiros são a favor das canetas no SUS.
  • Pesquisa ouviu 2.506 pessoas em 152 cidades.
  • Jovens de 16 a 24 anos são os que mais apoiam (73%).
  • Eleitores de Lula apoiam mais (84%) do que os de Flávio Bolsonaro (52%).
  • Custo estimado é de R$ 1,5 bilhão por ano.

Antes de responderem, os entrevistados foram informados de que o governo federal anunciou a intenção de fornecer os medicamentos gratuitamente pelo SUS.

Aprovação é forte em todos os grupos

O apoio ao fornecimento das canetas pelo SUS é majoritário em todos os grupos da população. O maior índice está entre os jovens de 16 a 24 anos, com 73% de aprovação. Entre homens e mulheres não há diferença significativa: 67% e 69%, respectivamente.

Quando a análise é feita pela intenção de voto para presidente, o apoio é maior entre os eleitores de Lula (PT): 84%. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 52%.

A oferta das canetas foi uma promessa de campanha de Lula (PT) para a reeleição. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), nega que haja oportunismo eleitoral. Ele afirma que o plano é levar as canetas a 'milhões' de pacientes da rede pública, com um custo estimado de R$ 1,5 bilhão por ano. Ainda não foram definidos quais pacientes receberão o medicamento, a data de início e o custo médio por tratamento.

No dia 24 de setembro, o ministério pediu à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) que elaborasse um protocolo de uso para pacientes com obesidade. A Conitec é responsável por decidir quais medicamentos entram no sistema público. Segundo o ministério, os obesos representam 25% da população. A área técnica da comissão ainda vai propor quais pacientes seriam elegíveis, considerando critérios como grau de obesidade, diabetes e outras doenças, e também calcular o custo da distribuição.

Conitec já rejeitou o uso das canetas no SUS

A Conitec já rejeitou a entrada das canetas no SUS. Em agosto de 2025, negou um pedido da Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Wegovy. Na ocasião, a comissão calculou que a oferta custaria R$ 6,8 bilhões em cinco anos para atender algumas dezenas de milhares de pacientes, com um gasto de mais de R$ 12 mil por paciente por ano.

Além do preço, a Conitec apontou a falta de políticas complementares na rede pública, como suporte psicológico e acompanhamento físico. A comissão afirmou que o remédio, sozinho, pode não ser eficaz como política de saúde.

Recentemente, Padilha disse que esse cenário mudou. Ele citou três razões: a OMS (Organização Mundial da Saúde) passou a recomendar as canetas como parte das estratégias contra a obesidade; mais de dez canetas com semaglutida entraram no mercado em 2026; e a escala de compras do SUS, junto com a produção nacional, pode reduzir os preços em até 90%.

Se cada tratamento custar R$ 1.000 por ano valor muito abaixo do praticado no mercado , o orçamento citado pelo ministro atenderia 1,5 milhão de pacientes.

Como funcionam as canetas emagrecedoras

As canetas são medicamentos que imitam o GLP-1, um hormônio ligado ao controle da glicose e à sensação de saciedade. Elas são indicadas para diabetes e obesidade. Sociedades médicas estão preocupadas com o uso estético ou fora da bula, e também com a circulação de versões manipuladas e de remédios trazidos do Paraguai.


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