A especialista Maria Dantas Godoy explica que o efeito rebote ocorre quando o uso prolongado de descongestionantes nasais sem orientação médica faz o nariz voltar a obstruir após parar o medicamento.
Com a chegada da primavera, pessoas com rinite, sinusite e outras doenças respiratórias podem apresentar uma intensificação dos sintomas desses quadros.
Efeito rebote e riscos à saúde
A maior presença de pólen no ar e o tempo seco podem contribuir para o aumento da obstrução e da irritação no nariz.
- Nesse cenário, é comum buscar soluções rápidas, como os descongestionantes nasais.
- No entanto, o uso prolongado, sem orientação médica, pode provocar o chamado efeito rebote e trazer riscos à saúde.
- Segundo especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo, isso pode causar danos a órgãos como coração e rins.
- O uso contínuo leva à perda do efeito esperado, obrigando a pessoa a aumentar a frequência da medicação.
- A especialista Maria Dantas Godoy alerta que esse ciclo é popularmente conhecido como vício.
Como retirar o vício
De acordo com Maria Dantas Godoy, o descongestionante atua sobre os vasos sanguíneos, reduzindo o inchaço da mucosa e facilitando a passagem de ar.
Quando usado sob orientação médica, o medicamento é um grande aliador. Porém, não deve ser utilizado por muito tempo, nem de forma indiscriminada, frisa a especialista.
Para quem já apresenta efeito rebote, a retirada do descongestionante deve ser gradual e orientada por um profissional de saúde.
Uma das estratégias utilizadas é a diluição progressiva do medicamento com soro fisiológico, quando o conteúdo do frasco chega à metade, completa-se o restante com soro e, ao atingir novamente a metade, o procedimento é repetido até a retirada do medicamento.
Alternativas de alívio nasal
Para aliviar sintomas como a obstrução e a irritação no nariz, uma das alternativas é a lavagem nasal com soro fisiológico.
A especialista Maria Dantas Godoy explica que a escolha do dispositivo utilizado para a lavagem é fundamental: seringa, garrafinha, aparelhos de jato contínuo ou outros métodos.
Durante a consulta, o médico consegue orientar qual é a melhor opção para cada caso.





