Gostar de ouvir xingamentos na cama é um fetiche mais comum do que se imagina. Uma pesquisa na Finlândia mostrou que 70% das pessoas que praticam sadomasoquismo já usaram humilhação verbal. Esse desejo não está restrito a grupos específicos e pode estar presente em qualquer pessoa, até mesmo nos amigos mais tímidos.
Embora pareça estranho para algumas pessoas e seja pouco falado, gostar de ouvir xingamentos na cama é um fetiche bastante comum. Segundo uma pesquisa feita na Finlândia, 70% das pessoas que praticam sadomasoquismo já participaram de brincadeiras de humilhação verbal. Mas quem gosta disso não está apenas no mundo BDSM. Às vezes, o seu amigo mais quieto também tem esse gosto e você nem desconfia.
A sexóloga Camila Voluptas explica que, independente de fazer parte de algum grupo, o desejo pela humilhação está ligado à submissão. "A forma de falar é mais uma maneira de mostrar quem manda e quem obedece", afirma.
- Uma pesquisa na Finlândia mostra que 70% dos praticantes de sadomasoquismo já usaram humilhação verbal.
- O fetiche por humilhação pode estar ligado a traumas, mas nem sempre é o caso.
- Muitas pessoas simplesmente gostam de estar em uma posição de submissão, sem nenhum problema psicológico.
- A sexóloga recomenda terapia quando o fetiche está ligado a traumas do passado.
- Para começar a praticar, é essencial que o interesse seja da outra pessoa e que haja conversa aberta entre os dois.
O que dizem os especialistas
Segundo a especialista, mesmo não sendo uma regra, alguns casos desse fetiche estão ligados a traumas. "Repetir isso na vida sexual de forma combinada é um jeito de mostrar ao subconsciente que agora é você quem está no controle. Algumas pessoas precisam disso para lembrar que elas é quem decidem", comenta.
Nesses casos, a orientação é clara: "Quando é assim, eu recomendo a terapia, porque se machucar fisicamente e emocionalmente não cura traumas", alerta. Por outro lado, Camila lembra que existem pessoas que simplesmente gostam de estar em uma posição de submissão, sem nenhuma relação com traumas.
Limites e saúde
Sobre o limite do que é saudável, ela destaca que a análise também deve ser feita fora do quarto. "O ato em si não explica tudo. Como eu disse, tem quem goste por gostar. O que realmente explica é o passado da pessoa e como ela lida com essa submissão não só no sexo, mas também no dia a dia", ressalta.
"São pessoas que já sentem esse desejo. A questão é se identificarem e se sentirem livres para viver a prática sem vergonha, medo ou tabu. Uma pessoa que não tem essa vontade não vai ser influenciada", comenta, ao ser perguntada se existe influência para o fetiche.
Dicas para começar
Por fim, as dicas da sexóloga para introduzir o fetiche na relação incluem: deixar que o interesse pela submissão sempre parta do outro, garantir que haja conversa aberta e explícita entre as duas pessoas envolvidas e, antes de tudo, entender que insistir e convencer alguém a praticar pode causar problemas de autoestima.





