Designer britânico confirmou nesta segunda-feira (31) que recusou convite feito pela organização do baile de gala
O designer britânico John Galliano, 65, confirmou nesta segunda-feira (31), por meio de um post em suas redes sociais, que recusou o convite para ser um dos homenageados do desfile beneficente anual do Metropolitan Museum of Art, o Met Gala.
Na publicação, Galliano começou agradecendo a Max Hollein, Andrew Bolton e Anna Wintour, atuais curadores e produtores de um dos eventos mais estimados do universo da moda, pelo convite.
- John Galliano recusou a homenagem no Met Gala 2027.
- Ele agradeceu o convite, mas decidiu não participar por causa de seu passado com ofensas antissemitas.
- Galliano foi demitido da Dior em 2011 após vídeos com declarações ofensivas.
- Ele passou anos em reabilitação e voltou a trabalhar em 2014 na Maison Margiela.
- Atualmente, ele assinou com a Zara para projetos de fast fashion.
Após muita reflexão e discussão com o MET e todos os envolvidos, decidi, com grande tristeza, que o melhor é que a exposição não aconteça neste momento. Permaneço totalmente responsável pela dor causada pelas minhas palavras no passado, particularmente pela mágoa que causei às comunidades judaica e asiática, e continuo profundamente arrependido, escreveu.
Embora tenha atingido o ápice de sua carreira como diretor criativo da Dior, entre 1996 e 2011, Galliano minou sua fama com uma polêmica grave no final de 2011. Na época, ele foi demitido da grife após a divulgação de vídeos em que proferia ofensas antissemitas em Paris, o que o levou a um período de reabilitação e afastamento da indústria.
Compreendo que uma reparação significativa não se alcança por meio de uma exposição, reconhecimento institucional ou um único gesto público. É uma responsabilidade contínua, demonstrada por meio da escuta, do aprendizado e da conduta ao longo do tempo.
Quando a história do artista foi confirmada, pela revista norte-americana Vogue, como tema da exposição, Wintour reforçou que o momento conturbado da vida de Galliano não seria esquecido na exposição.
Após os anos fora da indústria, Galliano retornou aos trabalhos em 2014, quando assumiu a direção criativa da marca Maison Margiela, na qual ele fundiu seu estilo maximalista com o desconstrucionismo conceitual da marca. O estilista se manteve na posição até meados de 2024.
Atualmente, após assinar um contrato de dois anos, o britânico assumiu os projetos da fast-fashion Zara. A parceira bienal nasceu com o objetivo de revisitar o arquivo mais recente da etiqueta e reescrevê-lo sob o olhar de um dos maiores criativos.
Não quero que o debate em torno de mim coloque o MET em uma posição difícil ou desvie a atenção do trabalho notável do Costume Institute. Também reconheço e respeito que uma exposição em homenagem ao meu trabalho seria dolorosa para alguns, finalizou.
Até o momento, não há mais informações sobre qual será a temática que substituirá a homenagem a Galliano. Wintour e os demais idealizadores da festa de gala beneficente também não se pronunciaram sobre o assunto.




